domingo, 18 de agosto de 2013

A morte é tranquila, facil. A vida é mais dificil*

Quando não suportas mais a tua vida de m*rda e tudo que queres fazer é ir mais fundo do que jamais foste em qualquer corte, o que te impede?  O que te faz parar?
O que me impede é mesmo a dor. Não é um amor romântico, um amor de verdade. Porque eu sei que ainda pior que em vida, seria minha morte. Não por mim, é claro, sou completamente inútil e dispensável. Mas alguns actos egoístas ou definitivos como esses podem trazer algumas consequências tão desastrosas quanto a minha própria existência.
Então a minha ambição neste momento tornou-se em simplesmente não acordar. É tão fácil, limpo e prático. Eu só deixaria de existir. Talvez alguém que não me conhece-se lamentasse minha morte com um breve “Era tão jovem.” ou talvez não.
Talvez a minha família comemorasse que a ovelha negra finalmente se foi e que a problemática fonte de pensamentos contrários finalmente foi calada…Talvez no outro lado eu fosse feliz ou talvez eu sofresse por tudo que fiz, mas nada pode ser pior que o agora.

perdi as contas de quantas vezes eu acreditei que amanha seria melhor, perdi as contas de quantas vezes eu acreditei que estava tudo bem, e que tudo ia dar certo. perdi as contas de quantas vezes eu me enganei pensando que isso poderia ser real…

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

That feeling...

Hoje chorei, chorei, me senti como se fosse um estorvo na sociedade, na família, na internet.. um estorvo na minha própria vida. Mas afinal? Quem sou eu? Talvez uma típica adolescente atormentada pelos dramas da sociedade. Talvez uma adolescente que é como tantas outras, mas que se sente como uma formiga ao pé de toda a gente. Uma rapariga que gostava de poder parar de se magoar, mas apenas tem medo das criticas, das reacções, de ser rebaixada. De ser mais uma como muitas outras.
Ás vezes sinto-me confusa, sem força, sem saber se corro por ai pra esquecer, ou se simplesmente deito na minha cama e durmo para sempre… E eu estou ficando tão cansada. Estou tão mal, que não sei nem o que falar, o que pensar, só queria um abraço.. Um ‘hei, não te preocupes, eu vou estar do teu lado, aconteça o que acontecer’ .

É triste lembrarmo-nos de coisas que sabemos que nunca irão acontecer de novo. Abraços, sorrisos, gargalhadas.. e simplesmente as pessoas se vão! E quando nós achamos que encontramos as pessoas certas, acontece sempre alguma coisa que nos prova exactamente o contrário. Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem. Mas pronto. Milhões de pensamentos estão a passar pela minha cabeça neste exacto momento. Apesar de não ter coragem de os realizar. Ainda dizem que os remédios curam todas as dores, já tomei alguns, e essa dor que não passa… ?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Conto de fadas vs. Vida real.

Preciso de um pouco de magia nessa minha vida cheia de ilusões provocadas pela minha mente insensata. Precisava que por uma vez, me sentisse num conto de fadas , como a Cinderela, que depois de vida de escrava, deu-se bem na vida. Precisava de ter coragem como a Pocahontas. Como a Ariel que abdicou da sua vida, para lutar pelo seu príncipe. Como a Fiona que mesmo sendo uma ‘ogro-princesa’ , nos mostrou que não precisamos de ter um príncipe de verdade ao nosso lado. Basta-nos termos alguém que nos ama como somos.  Ou então como tantas outras princesas que conseguiram ser felizes .. Eu só precisava de me sentir uma princesa.. Mas aí eu acordo! Princesas já não existem mais nem NUNCA existiram, deixaram-se disso, não vale a pena iludir mais… Não podemos nos fiar nas historias de encantar. Porque? Porque os contos de fadas foram feitos, para as crianças sonharem, e imaginarem um outro mundo, uma outra vida. Na vida real? Não existem aboboras que se transformam em altas carroçarias, ou uma rapariga que por ser demasiado bonita é envenenada por uma bruxa má, e que depois acaba por acordar ao lado de 7 anões. Na vida real? Existe gente que inveja a felicidade dos outros, que mata, rouba e rebaixa. Que é capaz de TUDO, para ouvir um “ Não dá mais, desisti! “ . Que rica sociedade, hein?